segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Haikai para um amigo perdido
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
FAUSTO, o viajante do tempo.
Começo atrasado. Pois o primeiro homenageado aniversariou três dias atrás, dia 08 de Fevereiro. Trata-se do Fausto, também conhecido como Mausto, Chausto, Sagui, Arame Liso etc.
Minha amizade pelo Fausto cresce aos poucos, como uma nascente em seu paciente caminho rumo ao mar. Lembro-me de tê-lo visto primeiro na Cobal do Leblon, quando eu ainda detinha o título de "amigo-do-amigo" (intermédio do Weibert).
Engraçada essa matemática da vida, não? Ao contrário daquela da escola, onde "+ e + dão +", na vida os amigos dos amigos nem sempre nos apetecem. Mas, com o Fausto, senti de cara aquela bondade de coração típica das pessoas ingênuas, que preservam uma curiosidade pueril por tudo e enxergam as coisas como as contemplassem pela primeira vez.
Finda a noite, eu e Fausto éramos meros conhecidos, mas algo me dizia que nossos destinos ainda iriam se cruzar. E isso aconteceu uns anos depois, numa aula de alongamento da saudosa Copa Corpo Clube, academia de Copacabana. Depois da aula, trocamos umas palavras e voltamos a nos esbarrar outras vezes. No ano seguinte, já éramos parte da mesma tripulação. Víamo-nos na praia, saíamos para noitadas por aí, festas... Uma época fabulosa!
O Presente d'O Dia Presente
Sou um sujeito sem muitas posses, que acredita no poder dos sentimentos, desejos, pensamentos e sonhos. Especialmente, nos sons, palavras ou imagens que lhes sirvam de carruagem.
Daí o porquê deste bloco de notas. Desejo ir ousadamente aonde meu bolso jamais poderia: ao reino do bom agouro, do agora, das palavras perdidas. E de lá hei de trazer o mais nobre dos presentes, o que não se pode tocar nem ver. Trarei lembrança, saudade e bem aventurança.
Em vez de rosas, poemas. Na ausência de vinhos caros, desenhos. No lugar de joias, crônicas. Em vez de livros de aventura em papéis dourados, darei contos, mais épicos e heroicos que o próprio exagero.
A cada aniversário, postarei aqui minha lembrança. Pode ser um poema, um desenho, uma foto, uma canção, um vídeo. A única ressalva é que o PRESENTE seja do PRESENTE. E que seja de coração!
Em dias sem aniversário, se o tempo não me falhar e o ar não me fugir aos pulmões, trarei o que sei sobre o rito do aniversário – em seus diversos semblantes – e sobre a Amizade.
Afinal, de que vale uma lembrança que não é compartilhada? É como diz a plaquinha da biblioteca: "livro mal guardado é livro perdido". Então me aproprio: "a lembrança guardada para si é uma lembrança perdida".