domingo, 12 de junho de 2011

NA PENUMBRA DA NOITE QUENTE

Seu poeta vadio vos fala de novo. Vadio mesmo, pois não tenho dado as caras aqui e ando em falta com amigos, mesmo no mundo virtual. As datas vão passando como ondas e nesse mar eu só levo caixote. Mas, aos amigos que se julgam esquecidos, saibam que o tempo não para. E, no ano que vem, eu me redimo! Palavra de vadio!

Hoje, dia dos valentins e valentinas, deixo aqui um presente para minha amada, que não recebeu sua lembrança há uns dias, quando aniversariou.

Portanto, aí vai...


NA PENUMBRA DA NOITE QUENTE

Na penumbra da noite quente
Minha mão sua mão achou
Tão encolhida sob o travesseiro reticente
Que uma voz na cabeça endossou:
É mão de gente

E duas mãos fizeram um sonho diferente
E firmaram o tal pacto redentor
Em que uma sente o que a outra não sente
De tal modo que um desejo dissidente
Que dê numa um arrepio divergente
Seja na outra a expressão do amor

Assim, sonhando fomos noite adentro
Mão com mão numa só direção
Divergindo e amando num só tempo
Onde segundos foram primeiros 
nas horas que fazem esta canção

Cada qual no seu passo
Amando e desamando
Cada um na sua vez
noite adentro sonhando
Pois na nossa maré do descompasso
Mais vale uma mão na outra

 e as duas voando



(Viviane Idalina é minha namorada e aniversaria ao 28 de Maio, todo santo ano).


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