À amiga Raquel, cuja personalidade controversa já faz parte de meus dias.
De quando em quando, preciso encontrá-la. E lembrar que ainda posso ser um pouco assim, como ela: implacável, com estrelas nos olhos, mas nada indiferente às belezas da vida. Que ainda posso levar dúvida aonde houver certeza. Que ainda posso acreditar na boa música, na boa poesia, na boa comida, no bom café. E que falar mal de tudo e de todos pode ser divertido e banal, sim!
Raquel é assertiva como um florete, delicada como uma flor. A ela dedico esta lembrança e dela cobro um bolo em seu próprio aniversário. Um bolo de flor.
Morgado (em SETE de março).

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