sexta-feira, 8 de março de 2013

LEMBRO DE CAROL


Dedico os versos abaixo a uma amiga muito especial, que me faz muita falta.
Parabéns atrasado e grande beijo, Carolina Pavanelli.

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LEMBRO DE CAROL


Do riso, das gírias e sotaque

Os "erres" e "velhos" e "meus"

Que me teimavam soletrar

a mais nova "Pergunta do Dia"


Mas que sentido esta faria

não fosse Carol ao celular?



Dona do sorriso mais pueril

e do mais fraterno dos abraços

que me curava a frieza a se aninhar

Lembro dos olhos cor de anil

e da amizade que fez nossos laços

hoje mais infindos que o mar


Quisera eu essa precoce maturidade

idealismo que se entrega jamais

Quando Carol tiver minha idade

terá feito mais que eu, muito mais


Pois ouçam meu vaticínio destarte

Ela há de ser a primeira de nós...

a pisar em Marte


Lembrar Carol para mim é arte.






Morgado (SETE de março).

CAMILA – AMIZADE SEM REDUNDÂNCIAS


À Camila Mello, essa amiga sempre presente, nunca ausente, desejo (a continuidade de sua) vida próspera.

Sempre que nos falamos e quando leio seus e-mails, ela me faz lembrar o quão redundante é o termo "amigo verdadeiro." Se é amigo, é verdadeiro. Se não for verdadeiro, não pode ser amigo.

Os meandros da vida nos mantêm um tanto distantes, é verdade. Mas, uma vez ao ano - ao menos uma - hemos de nos encontrar. E dela ouvirei sermões sobre os remédios errados que comprei na farmácia, notícias sobre o Rock in Rio, conselhos para males do coração e uma dica legal sobre o que fazer no fim de semana.

Camila, PARABÉNS de novo e obrigado pela amizade! O mérito sempre foi mais seu.



Morgado (em SETE de março).

RECEITA PARA UM BOLO DE FLOR

 À amiga Raquel, cuja personalidade controversa já faz parte de meus dias.

 De quando em quando, preciso encontrá-la. E lembrar que ainda posso ser um pouco assim, como ela: implacável, com estrelas nos olhos, mas nada indiferente às belezas da vida. Que ainda posso levar dúvida aonde houver certeza. Que ainda posso acreditar na boa música, na boa poesia, na boa comida, no bom café. E que falar mal de tudo e de todos pode ser divertido e banal, sim!

 Raquel é assertiva como um florete, delicada como uma flor. A ela dedico esta lembrança e dela cobro um bolo em seu próprio aniversário. Um bolo de flor.



Morgado (em SETE de março).


domingo, 12 de junho de 2011

NA PENUMBRA DA NOITE QUENTE

Seu poeta vadio vos fala de novo. Vadio mesmo, pois não tenho dado as caras aqui e ando em falta com amigos, mesmo no mundo virtual. As datas vão passando como ondas e nesse mar eu só levo caixote. Mas, aos amigos que se julgam esquecidos, saibam que o tempo não para. E, no ano que vem, eu me redimo! Palavra de vadio!

Hoje, dia dos valentins e valentinas, deixo aqui um presente para minha amada, que não recebeu sua lembrança há uns dias, quando aniversariou.

Portanto, aí vai...


NA PENUMBRA DA NOITE QUENTE

Na penumbra da noite quente
Minha mão sua mão achou
Tão encolhida sob o travesseiro reticente
Que uma voz na cabeça endossou:
É mão de gente

E duas mãos fizeram um sonho diferente
E firmaram o tal pacto redentor
Em que uma sente o que a outra não sente
De tal modo que um desejo dissidente
Que dê numa um arrepio divergente
Seja na outra a expressão do amor

Assim, sonhando fomos noite adentro
Mão com mão numa só direção
Divergindo e amando num só tempo
Onde segundos foram primeiros 
nas horas que fazem esta canção

Cada qual no seu passo
Amando e desamando
Cada um na sua vez
noite adentro sonhando
Pois na nossa maré do descompasso
Mais vale uma mão na outra

 e as duas voando



(Viviane Idalina é minha namorada e aniversaria ao 28 de Maio, todo santo ano).


segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Haikai para um amigo perdido


Blúmen que não é de Blumenau,
onde estarás neste mundinho?
Muito lúmen no teu caminho,
que o tempo não te seja mau



(Renato Blúmen aniversaria todo 13 de Fevereiro há incontáveis verões!)


sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

FAUSTO, o viajante do tempo.

Começo atrasado. Pois o primeiro homenageado aniversariou três dias atrás, dia 08 de Fevereiro. Trata-se do Fausto, também conhecido como Mausto, Chausto, Sagui, Arame Liso etc.

Minha amizade pelo Fausto cresce aos poucos, como uma nascente em seu paciente caminho rumo ao mar. Lembro-me de tê-lo visto primeiro na Cobal do Leblon, quando eu ainda detinha o título de "amigo-do-amigo" (intermédio do Weibert).

Engraçada essa matemática da vida, não? Ao contrário daquela da escola, onde "+ e + dão +", na vida os amigos dos amigos nem sempre nos apetecem. Mas, com o Fausto, senti de cara aquela bondade de coração típica das pessoas ingênuas, que preservam uma curiosidade pueril por tudo e enxergam as coisas como as contemplassem pela primeira vez.

Naquela noite, um de nós (talvez eu, confesso) zoou os argentinos, ao que o Fausto prontamente protestou: "Dividir para conquistar, esse é o lema de quem nos oprime." E prosseguiu com seu discurso político, suas teorias conspiratórias. E eu pensando... "nossa, que mala sem alça!" Mas, como tenho o dom de atrair pessoas chatas com coração enorme, ali estava eu... (Não, Fausto, isso não é "karma", vê se não enche!)

Finda a noite, eu e Fausto éramos meros conhecidos, mas algo me dizia que nossos destinos ainda iriam se cruzar. E isso aconteceu uns anos depois, numa aula de alongamento da saudosa Copa Corpo Clube, academia de Copacabana. Depois da aula, trocamos umas palavras e voltamos a nos esbarrar outras vezes. No ano seguinte, já éramos parte da mesma tripulação. Víamo-nos na praia, saíamos para noitadas por aí, festas... Uma época fabulosa!

Quanto mais o conhecia, mais tinha a convicção de que o cara havia sido congelado aos 14 anos e acordado no século XXI. Até hoje, observo seus choques com a cultura deste tempo, seu desconhecimento dos cânones sociais que nos regem. Como se, na história das relações sociais cariocas, ele estivesse duas décadas defasado. Às vezes, acho que vou encontrá-lo brincando com um ioiô da Coca-Cola, bebendo Crush e dizendo "putz grila, Morgado!"

Esta semana, meu amigo completou 38 anos. Vejo uns salientes fios brancos eclodindo por seus cabelos negros e revoltos. Mas o rosto jovem e o sorriso traquino insistem em nos mostrar um rapazola ingênuo, buscando incansavelmente as respostas da vida, ou ao menos as perguntas certas.

Sinto que as agruras do mundo ainda o abalam mais do que poderia admitir ou entender. Contudo, as porradas por aí o convenceram de que viver é importante, mas sobreviver também. Não dá para dissociar um do outro.

Jamais desistas de nada e não deixes o mundo te adultecer. Obrigado por ser meu amigo.



O Presente d'O Dia Presente

Sou um sujeito sem muitas posses, que acredita no poder dos sentimentos, desejos, pensamentos e sonhos. Especialmente, nos sons, palavras ou imagens que lhes sirvam de carruagem.

Daí o porquê deste bloco de notas. Desejo ir ousadamente aonde meu bolso jamais poderia: ao reino do bom agouro, do agora, das palavras perdidas. E de lá hei de trazer o mais nobre dos presentes, o que não se pode tocar nem ver. Trarei lembrança, saudade e bem aventurança.

Em vez de rosas, poemas. Na ausência de vinhos caros, desenhos. No lugar de joias, crônicas. Em vez de livros de aventura em papéis dourados, darei contos, mais épicos e heroicos que o próprio exagero.

A cada aniversário, postarei aqui minha lembrança. Pode ser um poema, um desenho, uma foto, uma canção, um vídeo. A única ressalva é que o PRESENTE seja do PRESENTE. E que seja de coração!

Em dias sem aniversário, se o tempo não me falhar e o ar não me fugir aos pulmões, trarei o que sei sobre o rito do aniversário – em seus diversos semblantes – e sobre a Amizade.

Afinal, de que vale uma lembrança que não é compartilhada? É como diz a plaquinha da biblioteca: "livro mal guardado é livro perdido". Então me aproprio: "a lembrança guardada para si é uma lembrança perdida".